8 de fev de 2011

UFOs vistos pela Força Aérea Portuguesa

Aviadores portugueses acompanhados por UFO declararam não ter explicação para o avistamento  (Click para ampliar)
Aviadores portugueses acompanhados por UFO declararam não ter explicação para o avistamento

 Às 19h21 do dia 4 de setembro de 1957, uma esquadrilha de quatro caças bombardeiros decolou da Base Aérea de Ota, em Portugal. A esquadrilha estava sob o comando Capitão José Lemos Ferreira e os pilotos dos outros aviões eram os Sargentos Alberto Gomes Covas, Salvador Alberto Oliveira e Manuel Neves Marcelino.
Tratava-se de uma missão de rotina para prática de vôo noturno a 25.000 pés entre a Base Aérea de Ota, a cidade espanhola de Granada, a cidade portuguesa de Portalegre e, por último, a cidade portuguesa de Coruche. A noite estava clara e a Lua estava quase cheia. A primeira etapa do vôo até Granada foi feita de acordo com o itinerário. A seguir eles viraram a bombordo, para mudar de rumo, em direção a Portalegre.
Foi então que o Capitão Ferreira notou uma luz fora do comum sobre o horizonte. Após observá-la durante 3 ou 4 minutos, ele avisou os outros pilotos sobre o que havia visto. 0 piloto do lado direito do seu avião já a tinha visto. Seguiu-se então um debate sobre a luz observada.
0 objeto parecia ser uma estrela muito brilhante, de tamanho fora do comum. Cintilava com um núcleo colorido que mudava de cor constantemente, passando de verde escuro ao azul e depois todas as cores amareladas e avermelhadas do espectro.
De repente, o objeto aumentou de tamanho, assumindo, segundo o Capitão Ferreira, cinco ou seis vezes o seu tamanho inicial. Antes que os pilotos tivessem tempo de apreciar aquele espetáculo, o objeto diminuiu de tamanho, tornando-se um pequeno ponto amarelo, quase invisivel.
Essas expanções e contrações repetiram-se por várias vezes. A posição relativa entre os aviões e o objeto era ainda a mesma, ou seja, cerca de quarenta graus à esquerda. O Capitão Ferreira declarou não poder dizer se as mudanças de dimensão eram devidas às aproximações e afastamentos muito rápidos no mesmo vetor, ou se essas mudanças tinham lugar quando o objeto estava parado.
Depois de cerca de sete ou oito minutos, o objeto foi diminuindo aos poucos, abaixando no horizonte. Estava agora a 90 graus para a esquerda.
Pouco antes de atingirem a cidade de Portalegre às 22:30hs, o Capitão Ferreira resolveu desistir de sua missão e fazer uma curva a bombordo, na direção geral da cidade de Coruche. De qualquer forma, ninguém estava mesmo prestando mais nenhuma atenção ao exercício.
Eles viraram cerca de 50 guaus a bombordo, porém o objeto continuava em sua posição de 90 graus à esquerda deles, dizendo o Capitão Ferreira que um objeto não poderia fazer isso encontrando-se estacionário. A essa altura o UFO havia se tornado vermelho vivo e estava bem abaixo de 25.000 pés de altitude. Após vários minutos em seu novo curso, os aviadores localizaram um pequeno círculo de luz amarela saindo do objeto grande. Antes que pudessem se refazer da surpresa, os pilotos notaram três outros objetos semelhantes, do lado direito do UFO principal.
Esse UFO e seus acompanhantes menores, moviam-se com as suas posições relativas mudando constantemente e às vezes muito depressa. O Capitão Ferreira declarou que ele ainda não podia calcular a que distância estavam os UFOs, embora percebesse estar abaixo dele e muito próximos.
Seja como for o objeto grande parecia ser de 10 a 15 vezes maior que os menores amarelos e, ao que parece, era o lider das operações, uma vez que os outros moviam-se ao seu redor.
Os aparelhos se aproximavam de Coruche. De repente, o objeto maior deu um mergulho rápido e depois subiu rapidamente, no rumo dos aviadores. Então ficaram todos agitados e quase romperam a formação no ato de passarem em frente do UFO que subia.
O Capitão Ferreira teve muito trabalho para acalmar seus pilotos, depois dessa excitaçao. Assim que cruzaram pelo UFO que subia, os objetos menores começaram a sumir.
A esquadrilha aterrisou sem maiores incidentes, após o mais excitante vôo de rotina que já haviam feito. Ao todo, esse fato durara quarenta minutos, tempo suficiente para que eles chegassem a algumas conclusões bem definidas.
Todos concordaram em que não havia uma explicação racional baseada nos fenômenos habituais. O Capitão Ferreira declarou: "depois disso, não me venham mais com aquela história de Vênus, balões, aviões ou coisas parecidas, que têm sido dadas como explicações gerais para quase todos os casos de UFOs".
Como dado importante para registro, o Capitão Ferreira deu uma entrevista na Base Aérea de Ota para o correspondente da Revista Flying Saucer Review em Lisboa, oportunidade que assinou uma declaração confirmando os fatos, bem como posou para fotos juntamente com seus três sargentos pilotos. Em se tratando da dificuldade de conseguir que pilotos militares descrevam seus encontros com UFOs, a matéria obtida pelo repórter foi considerada um verdadeiro "furo" de reportagem.
Ilustração: Valter Dionísio Alves

Fonte: Aqui