10 de fev de 2011

Quem era Piri Reis e Seus Mapas da terra bem detalhados no ano de 1500!!


Piri Reis
Seu nome era Piri Ibn Haji Mehmed. Reis significa almirante. De nacionalidade turca, nascido em 1470 em Karamã, na cidade de Konya, era sobrinho de um dos mais famosos piratas da época, Kemal Reis. Morreu no Cairo em 1554 decapitado por ordem de um sultão ao qual havia servido em muitas ocasiões.
Piri Reis e seu Tio Kemal Reis eram grandes piratas, eles heredaram as técnicas do assalto marítimo tracidionais no mar Mediterrâneo que é um mar positivo para os piratas, pois proporciona ataques surpresa e uma fuga rápida. Em 1501 ganhou o comando de um navio guerreiro e conquistou várias naus espanholas. Estudou várias línguas além de náutica. Assim pode estudar documentos em várias fontes.
Piri Reis diz que não é responsável pelo mapeamento e pela cartografia original dos mapas e que foi confeccionado a partir 20 mapas planos, 8 mapas-mundi, desenhos e esboços, alguns de origem desconhecidas.
Em sua obra são descritas em detalhes as principais cidades do mar mediterrâneo e apresenta ainda 215 mapas regionais muito interessantes.
É autor do livro Bahrije, e no prefácio descreve o como fez o mais famoso de seus mapas. Neste livro encontra-se uma grande coleção de outros mapas, 210 no total.



O mapa acima é o mais famoso de Piri Reis pintado em 9 cores, foi confeccionado entre 9 de março e 7 de abril de 1513 na cidade de Galibolu, e mostra o oceano Atlântico com suas terras. Segundo estudiosos, este mapa foi baseado em 8 mapas de Ptolomeu, um mapa árabe da índia e 4 mapas portugueses, e de um suposto mapa capturado por seu tio, usado por Colombo. Seu tamanho é 86 cm comprimento, 61 cm de largura superior e 41 cm de largura inferior.
Desenhos de animais ilustram o trabalho e as legendas são em turco. Os mapas mostram com nitidez, centenas de pontos do globo terrestre que só seriam conhecidos, oficialmente, séculos depois com os navegadores espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses. Eles também revelam detalhes geológicos surpreendentes. Várias ilhas e faixas de terras aparecem em vários pontos que não são visíveis hoje em dia, como por exemplo a "falta" do Estreito de Drake (entre América do Sul e a Antártica) e a ilha de Cuba ligada à península da Florida.
Aqui vem a parte surpreendente. No mapa aparecem extremamente bem desenhados os detalhes da costa do continente americano. Até mesmo a cordilheira dos Andes aparece em detalhes, bem como as montanhas da Antártida. Possuí uma exatidão impressionante nomeadamente no que tange aos contornos da Antártida, cujos contornos mais ou menos exatos, só foram possíveis de determinar nos dias que correm, mais concretamente a partir da década de 60 do século XX, com o recurso a meios aéreos e a satélites.
O mapa mostra com precisão a costa brasileira, os Andes e o Rio Amazonas descendo até a foz do Rio Pará – embora não contenha a Ilha de Marajó.

 Por causa da riqueza de detalhes, muito se tem especulado a respeito desse mapa. Alguns até acham que ele, de tão perfeito, só poderia ter sido elaborado a partir de fotografias tiradas de uma altitude elevada


Figura retirada do site da revista UFO, fazendo uma ótima comparação do mapa desenhado por Piri Reis e os Continentes.


Mapa igual ao apresentado acima, adicionado de "Legendas" que facilitam a localização de continentes (Africa, Américas e Antartida) e ilhas (Açores, Madeira, Haiti, Cabo Verde, etc...)
 

Em 9 de novembro de 1929, enrolado em uma prateleira empoeirada do famoso Museu Topkapi, em Istambul, dois fragmentos de mapas foram encontrados por um grupo de historiadores em meio a um monte de entulho.  




Vista Noturna do Palácio/Museu de Topkapi
A princípio não lhes foram atribuídas o devido valor. Em 1953, porém, um oficial da marinha turca enviou uma cópia ao engenheiro-chefe do Departamento de Hidrografia da Marinha Americana, que alertou por sua vez Arlington H. Mallery, um especialista em mapas antigos. Foi então quando o "caso" das cartas de Piri Reis veio a tona.
Mallery fez estudar as cartas por algumas das maiores autoridades mundiais do assunto, como o cartógrafo I. Walters e o especialista polar R. P. Linehan. Com a ajuda do explorador sueco Nordenskjold e de Charles Hapgood e seus auxiliares, chegaram a uma conclusão sobre o sistema de projeção empregado nos mapas que fora então confirmada por matemáticos: embora antigo, o sistema de Piri Reis era exato. Além disso, o mapa traz desenhadas, na parte da América Latina, algumas lhamas, animais desconhecidos na Europa, àquela época. Também as posições estão marcadas corretamente, quanto à sua longitude e latitude. O mais impressionante é que até o século 18, os navegadores corriam risco de que seus barcos batessem em litorais rochosos, pois lhes faltava algo. A capacidade de calcular a longitude. Para isso necessitavam de um relógio extremamente preciso. Somente em 1790 o primeiro relógio marinho preciso foi inventado e os navegadores puderam saber sua posição nos mares.

A análise das cartas de Piri Reis esbarrou em outra polêmica: se tudo ali aparece representado com notável exatidão, então como explicar as formas das regiões árticas e antárticas, diferentes das da nossa era? O resultado das pesquisas é incrível. As indicações cartográficas de Piri Reis mostram a conformação das regiões polares exatamente como estavam à mostra antes da última glaciação. E de maneira perfeita. Confrontando as indicações dos mapas com os levantamentos sísmicos realizados na região em 1954, tudo batia em perfeita concordância, exceto por um local, o qual Piri Reis indicava por duas baías e o mapa recente, terra firme. Realizados novos estudos, 


verificou-se que Piri Reis é que estava certo. O estudioso soviético L. D. Dolgutchin julga que as duas cartas foram elaboradas após a derradeira glaciação terrestre, com o auxílio de instrumentação avançada; o que nada nos esclarece.





Palácio/Museu de Topkapi em Istambul - Turquia, local onde foram encontrados 2 mapas de Piris Reis e seu livro Bahrije.