29 de nov de 2010

Números Mágicos

Coincidência é uma palavra que, definitivamente, não fazia parte do vocabulário dos construtores das pirâmides do planalto de Gizé. Nada nestas pirâmides é acidental. Desde a altura original, aos ângulos de inclinação e a medida dos perímetros, até mesmo o padrão no qual estão cuidadosamente assentadas no solo – todas essas coisas são propositais e carregadas de significado.



       A Grande Pirâmide tinha originalmente 146,73m (481.3949 pés) de altura (agora reduzida a um pouco mais de 137,16m (450 pés)) e seus quatro lados medem cada um cerca de 230 metros de comprimento na base. A segunda pirâmide é um pouco menor, com a altura de 143 metros, e lados medindo um pouco menos de 216 metros de comprimento. E a terceira pirâmide, possui aproximadamente 65 metros de altura e tem um comprimento lateral da base de 108 metros.
       Na época de sua construção, tanto a Grande Pirâmide (Khufu) quanto a segunda pirâmide (Khafre ou Kha-F-Ra) foram revestidas com blocos de pedra calcária, vários dos quais ainda permanecem nos níveis mais altos da segunda. A Grande Pirâmide no entanto, está hoje quase totalmente livre de sua cobertura. Sabemos por registros históricos que ela fora outrora coberta de cima a baixo com esta pedra calcária levemente polida, e que esta se soltou em um grande terremoto que devastou a região do Cairo em 1301A.D.. A camada de alvenaria que ficou exposta foi usada então para reconstruir as mesquitas e palácios do Cairo.
       Os comentaristas árabes de antes do século XIV afirmavam que o revestimento da Grande Pirâmide era uma maravilha arquitetônica, que fazia a construção reluzir brilhantemente sob o sol do deserto. De fato, a pedra calcária existente naquela região e que era utilizada nas construções, emite um brilho especial sob o Sol. Esta camada de revestimento consistia, segundo estimativa, de cerca de 22 acres (aproximadamente 90.000m²) de blocos de 2,4 metros de espessura, cada um pesando cerca de 16 toneladas. O acabamento seria tão perfeito, que alguns poderiam pensar que se tratava de um único bloco, de cima a baixo. Algumas poucas seções sobreviventes ainda podem ser vistas na base do monumento. Quando estudadas em 1881 por Sir William .M. Flinders Petrie (considerado o pai da egiptologia britânica), foi com perplexidade que ele notou que a espessura das juntas era de 0.05 cm. Isso equivale a precisão igual a dos esquadros óticos mais modernos.
       Outro detalhe impressionante e que Sir Petrie achou muito difícil explicar, foi que os blocos foram cuidadosamente e precisamente cimentados juntos:
       “Para simplesmente colocar tais pedras em exato contato nos lados, deve ter sido um trabalho cuidadoso, mas fazê-lo com cimento nas juntas parece quase impossível...”
       Também “quase impossível”, (já que o valor matemático pi (3,14) não deveria ser conhecido por qualquer civilização até os gregos tropeçarem nele no século III a.C.), é o fato de que a altura original da Grande Pirâmide (146,73 metros) tem o mesmo relacionamento com o perímetro da sua base (921,46 metros) assim como a circunferência de qualquer círculo tem com o seu raio. Este relacionamento equivale a 2 pi (146,73 x 2 x 3,14 = 921,46 metros).
       Igualmente “impossível” para os egípcios, um povo que supostamente não deveria saber nada sobre a verdadeira forma e tamanho de nosso planeta, é o relacionamento entre as dimensões da Terra e da Pirâmide, em uma escala de 1:43.200. Colocando de lado a possibilidade de estarmos lidando com uma inacreditável coincidência aqui, o simples fato, verificável por qualquer calculadora de bolso, que se pegarmos a altura original da Grande Pirâmide e multiplicarmos por 43.200, teremos o quociente de 6.338,70 km, significa ter uma sub-estimativa de apenas 16,6 quilômetros do tamanho real do raio polar da Terra (6355,30 km). Ou seja, uma diferença insignificante, para o valor real que conseguimos pelos métodos mais modernos.
       Da mesma forma, se pegarmos o perímetro da base do monumento (921,46 metros) e multiplicá-lo por 43.200, teremos então 39.807 quilômetros – um resultado abaixo apenas 268 quilômetros da circunferência equatorial da Terra (40.075 km). Mais ainda, apesar de 268 km parecer bastante, isso equivale, em relação a circunferência total da Terra, a somente 1,5% do total.
       Sim. Claro! Podemos chamar essa fantástica geometria de coincidência... e alguns o fazem.... incrivelmente. Mas como se não bastasse, esse maravilhoso povo, os antigos egípcios, ainda guardava mais segredos escondidos na geometria de seus monumentos. Por que isso? Qual o significado de tantas informações estarem literalmente gravadas em seus monumentos?
       Você ainda acha que as pirâmides eram grandes túmulos? Então leia mais em Alta Precisão