9 de nov de 2010

Livro - "Eram os Deuses Astronautas?" Capitulo 1 - Parte 1



CAPÍTULO I

Há outros seres inteligentes no Cosmo?

Há inteligência extraterrenas?

É possivel vida sem oxigênio?

Há vida em ambientes que seriam letais para o homem?

SERÁ ADMISSíVEL que nós, habitantes deste mundo do século XX, não somos os únicos entes vivos, de espécie semelhantes, em todo o Universo? "A Terra é o único corpo celeste que abriga seres semelhantes a nós" - eis a resposta que parece correta e convincente, uma vez que nos museus ainda não há qualquer homúnculo extra terreno, exposto a nossa visitação. Entretanto, uma floresta de pontos de interrogação se agiganta cada vez mais, à medida que estudamos, com maior profundidade, os resultados das mais recentes pesquisas.
De acordo com os astrônomos, umas 4.000 estrelas podem ser percebidas à vista desarmada, numa noite serena. Já a luneta de modesto observatório astronômico traz quase dois milhões delas ao alcance da visão, enquanto moderno telescópio de espelho refletor aproxima a luz de bilhões de sóis - miríades de pontos de luz na Via Láctea. Mas, nas dimensões ilimitadas do Cosmo, esse nosso conjunto de estrelas é parte insignificante de um sistema estelar incomparavelmente maior um conglomerado de vias-lácteas, poder se ia dizer contendo cerca de vinte galáxias dentro de um raio de 1,5 milhão de anos luz (um ano luz é igual à distância que a luz percorre em um ano, isto é, 300.000 x 60 x 60 x 24 x 365 quilômetros, ou sejam, nove e meio trilhões de quilômetros, aproximadamente).
Embora vastíssimo, esse número de estrelas é ainda muito pequeno, em comparação com o que contém muitos milhares de galáxias espiraladas que o telescópio eletrônico revelou. Isto é apenas o que se descobriu até agora, devo ressaltar, porque as pesquisas nesse campo mal começaram.
O astrônomo Harlow Shapley calcula que há cerca de 1020 estrelas ao alcance de nossos atuais telescópios (numeral 1 seguido de 20 zeros isto é, 100 quintilhões de estrelas). Quando Shapley atribui sistema planetário a apenas uma, em cada grupo de mil estrelas, temos de admitir que estabelece proporção muito cautelosa. Se continuarmos a especular com base nessas estimativas, imaginando a existência de condições indispensáveis à vida numa só estrela em cada mil que centralizarem sistemas planetários, ainda encontraremos uma cifra fantástica 1014. Pergunta Shapley: Quantos corpos celestes, nesse número astronômico, possuirão atmosfera apropriada à vida? Um em mil? Isso ainda nos garantiria o número incrível de 1011 astros portadores dos requisitos necessários à vida. Embora se conjeture que a vida se produziu num só desses astros em cada milhar, ainda assim restam cem milhões de planetas em que podemos admitir a existência de
seres vivos. Esses cálculos se baseiam na aparelhagem e técnicas hoje disponíveis, mas não devemos esquecer que tais meios de pesquisa estão sendo constantemente aperfeiçoados.
De acordo com hipótese do bioquímico Dr. S. Muler, os processos biológicos e as condições que lhes são indispensáveis possivelmente se desenvolveram mais rapidamente em alguns daqueles planetas do que na Terra. Se aceitarmos essa audaciosa idéia, civilizações mais avançadas que a nossa podem ter evoluído em 100.000 planetas.
O Professor Dr. Willy Ley, conhecido vulgarizador de conhecimentos científicos e amigo de Wernher von Braun, disse me em Nova York:
"O número aproximado de estrelas, somente em nossa Via Láctea, sobe a trinta bilhões. A suposição de que nossa galáxia contém, pelo menos, dezoito bilhões de sistemas planetários, é admitida pelos astrônomos da atualidade. Se tentarmos reduzir essas cifras, tanto quanto possível, e imaginarmos que as distâncias no interior de sistemas planetários são reguladas de tal modo que somente num caso entre cem existe planeta em órbita na "ecosfera" de seu próprio sol, tudo isso ainda deixará 180 milhões de planetas capazes de manter a vida. Se, em prosseguimento, supusermos que, entre Os planetas assim capacitados, somente num deles, em cada centena, o potencial vitalizante haja sido aproveitado, ainda teremos 1.800.000 planetas com seres vivos. Admitamos, para concluir, que num só planeta, entre cem com seres vivos, existam criaturas com grau de inteligência semelhante ao do Homo sapiens. Pois esta última conjetura ainda garante para nossa Via Láctea o enorme número de 18.000 planetas com vida inteligente semelhante à nossa."
Considerando se que as mais recentes computações evidenciam a existência de 100 bilhões de estrelas fixas em nossa Via Láctea, a lei da probabilidade nos aponta cifras muito mais altas que as usadas pelo Professor Ley em seu cauteloso cálculo.
Deixando de lado números fantásticos e galáxias mal conhecidas, podemos concluir que há 18.000 planetas relativamente próximos de nós que oferecem condições necessárias à vida, similares às que existem na Terra. Entretanto, poderíamos ir à frente em nossas especulações e imaginar que apenas um por cento daqueles planetas seja efetivamente habitado. Ainda haveria 180 deles! Já não há dúvida sobre a existência de planetas muito assemelhados à Terra, quer quanto à gravidade e composição atmosférica, quer quanto à flora e, possivelmente, até a fauna. Mas, será essencial que os planetas devam ter condições semelhantes às da Terra para que neles exista vida?