29 de jun. de 2011

Akhenaton, um emissário do ano 3000 no Antigo Egito

Akhenaton
Seres extraterrestres altamente evoluídos, ou quem sabe mesmo emissários de um futuro distante, teriam vindo de tempos em tempos à Terra para deixar suas mensagens e simultaneamente mudar os rumos da História, alavancando o progresso espiritual da humanidade?
A resposta parece ser sim, uma vez que evidências misteriosas e sobretudo muito fortes assim o atestam. Muito antes da vinda de Jesus Cristo, precisamente no Antigo Egito, XVIII Dinastia, uma personagem maravilhosa deixou as suas profundas marcas no caminhar evolutivo e espiritual do homem terrestre.
Segundo os antigos registros, Akhenaton teria vindo ao mundo em 24 de novembro de 1378 A.C. e foi instalado como mestre da Grande Fraternidade Egípcia no dia 9 de abril de 1365 A.C. Dizem esses registros arcanos que em reunião com os mais elevados mestres e instrutores da Terra e na Terra, aquela Fraternidade que a partir dali deveria iniciar uma nova era nesse mundo de densas trevas, adotou o símbolo da ROSA e da CRUZ para velar todo o seu aspecto esotérico da sua grandeza e sabedoria.
Tal escolha dos antigos mestres não foi todavia aleatória, pelo simples fato de a Rosa, dentre todas espécimes da natureza, ser a detentora do mais elevado simbolismo espiritual que se conhece. Foi exatamente no perdido continente da Atlântida que os primeiros mentores e iniciadores da raça terrestre admiraram-se com a sua excelência e estabeleceram uma profundíssima analogia com o coração do homem!
Por sua vez, o símbolo da CRUZ (cuja origem não é absolutamente moderna como querem nos fazer crer), foi correlacionada ao corpo do homem, ainda naquele perdido continente, pois ao prestarem adoração ao sol – o Divino Andrógino e o Duplo de Deus – os Antigos Mestres perceberam que a sombra da criatura humana, ao abrir seus braços em reverência diante do astro sustentador da vida, projetava no solo a imagem daquele símbolo.
Por extensão, Deus – O Altíssimo – na Sua Infinita sabedoria, também plantou no coração de cada criatura a semente de uma Rosa Espiritual. Pois, coisa maravilhosa, assim como a flor se volta na direção do sol para receber a vida por intermédio dos seus raios, assim também a Rosa Metafísica será nutrida pela LUZ DE DEUS até que atinja a sua perfeição espiritual!
Em síntese, só podemos nos admirar com a sabedoria dos Antigos Mestres, pois a Cruz é o corpo e a Rosa será o coração. E a criatura humana, através da evolução, sempre deverá partir para uma próxima encarnação com a sua Rosa plenamente desabrochada!
Voltemos, contudo, aos Registros Arcanos quando se referem aos fatos anteriores à instalação de Akhenaton como Mestre supremo da Fraternidade que oficiava no Antigo Egito: “…e assim sucedeu que estando o faraó diante de um leão, em pleno dia, seus olhos avistaram UM DISCO REFULGENTE, POUSADO SOBRE UMA ROCHA, e este batia como o coração do próprio faraó e SEU BRILHO ERA COMO OURO E PÚRPURA. O faraó prostrou-se diante do DISCO…”.
Um disco refulgente estava pousado sobre uma rocha e, como se depreende do texto, pulsava com as suas colorações amareladas e vermelhas – o que, sem qualquer dúvida, coincide com os atuais avistamentos de OVNI!
O restante da narrativa sugere de pronto que foi mantido um contato entre os tripulantes do disco e o jovem monarca, possivelmente através de contato telepático e também por imposição de controle mental, assim como hoje costuma freqüentemente ocorrer:
“Disco, que com o teu brilho refulgente palpitas como um coração. MINHA VONTADE PARECE A TUA! Ò Disco de fogo que me alumias e o teu brilho e a tua sapiência são superiores ao sol”.
Outro aspecto digno de destaque é a clara diferenciação que Akhenaton fez ao dizer “Teu brilho e Tua sapiência são superiores ao sol”. Logicamente isso não se referia ao sol, mas sim, a algo superior e que além de tudo transmitia sabedoria. Trata-se, portanto, de um fato histórico e devidamente registrado. Teria sido uma revelação para o jovem faraó, digamos quanto às suas “origens”? Ou quem sabe um controle mental que iria mudar radicalmente o curso da História do Egito e, futuramente, o da própria humanidade? Aqui neste ponto, será preciso, certamente, saber ler nas entrelinhas!
O certo é que a história trágica da nossa assim chamada “civilização” sempre nos demonstrou que os governos, invariavelmente, sempre estiveram entregues aos tiranos, aos maus e aos megalomaníacos, que, juntamente com os seus grupos de déspotas e oportunistas, pouco, ou na verdade NADA, fizeram pela evolução do homem como criatura divina. Mas Akhenaton era diferente; muito diferente de todos eles. Considerado – muito tempo antes da vinda de outro Avatar, Jesus -, por vários estudiosos como “a primeira personalidade da nossa história”, este homem que podemos considerar com inteira justiça um verdadeiro santo, foi um poeta do amor e sobretudo um grandioso porta-voz de Deus.
Conhecido como ATEN-UR-MAA (O Grande Vidente de Áton), Akhenaton promoveu uma mudança radical no Egito, levando-o do henoteísmo (a crença em múltiplos deuses) ao monoteísmo – a crença em UM ÚNICO DEUS, UNIVERSAL, pai de todas as criaturas viventes. Ao instituir a religião do DISCO, o faraó-iluminado ensinou que do inseto mais rudimentar ao Arcanjo mais sublime; do grão de pó à galáxia mais distante e do átomo ao homem, todos os seres deveriam viver sob a égide do Deus-Universal, cuja exteriorização visível era um DISCO-ALADO com amorosos raios sob a forma de mãos que, espalhando-se desde o alto, abençoavam indistintamente todas as criaturas com as dádivas da Luz, da Vida e do Amor!
Ao subir ao trono encontrou o país em uma situação insustentável: três quartas partes dos impostos iam diretamente para os famigerados templos dos corruptos sacerdotes do deus Amon. Os gordos e luzidios sacerdotes formavam verdadeiramente um “estado dentro do estado”. Muito mais comerciantes e soldados do que teólogos, aqueles renomados patifes e requintados vigaristas literalmente vendiam os sues sujos favores além de incutir nas massas as mais estapafúrdias crenças e superstições.
Akhenaton fechou os templos, dissolveu os exércitos e proibiu a matança de animais. Libertou as colônias oprimidas e colocou todos os militares e sacerdotes em igualdade perante as leis. A parti dali, poderiam ser julgados pelos seus crimes e também deveriam pagar impostos. Todas as riquezas dos templos foram distribuídas entre os pobres e a escravidão extinta. A miséria (e que belo exemplo para os dias de hoje!) era considerada prova de ineficiência do estado.
Como, em razão dos vários interesses contrariados, começaram os focos de revolta, Akhenaton resolveu separar o joio do trigo. No sexto ano do seu reinado, a 350 quilômetros de Tebas, rio abaixo, deu início à construção da cidade de Aket-Aten (o Horizonte de Áton), cujas ruínas são hoje conhecidas como Amarna. Transferiu a sede do governo para lá e todos aqueles que assim o desejassem estavam livres para seguí-lo. Assim cresceu e prosperou uma das mais belas e espiritualizadas cidades da antigüidade, foco das artes mais refinadas e onde o Deus-Único não era adorado em templos soturnos e obscuros mas, sim, a céu aberto onde seus benevolentes raios pudessem abençoar a todos.
Enquanto isso, dentro do próprio Egito a situação fervilhava. Sacerdotes, militares e até juizes corruptos que foram destituídos das suas “funções” arregimentavam mercenários com a finalidade de derrubar o governo e voltar à cômoda situação antiga. Enfim. Toda uma escória de oportunistas que sempre existiram através dos tempos e ainda hoje (a História é cíclica) nos importunam!
Aket-Aten, a cidade do Horizonte, era somente paz, harmonia e amor enquanto todo o país fervilhava em ódio, em meio a uma incontrolável convulsão social. Horemheb, um general que ambicionava o trono do Egito, liderou a marcha contra a cidade. Começou aquilo que poderíamos chamar de “a inquisição egípcia”, com os templos invadidos e todos os fiéis do Deus-Único covardemente caçados e assassinados. O caos e espalhava: casas eram invadidas, a turba furiosa violentava as jovens, massacrando impiedosamente os velhos, as mulheres e as crianças.
O sangue e a crueldade, tão abominados por Akhenaton, tomavam conta daquele sítio sagrado. Gritos de dor se misturavam á algazarra dos invasores sedentos de sangue e pilhagens. Soldados desfilavam com as cabeças dos seguidores do faraó espetadas nas pontas das suas lanças. Os arqueiros egípcios, tão temidos na antigüidade, invadiam os lugares de culto, onde os fiéis esperavam a morte com cânticos e preces, e ali promoviam cenas de uma atrocidade ímpar.
O faraó, com o coração tomado de dor, recolheu-se aos seus aposentos onde possuía uma altar dedicado ao Absoluto. Muito provavelmente naquele momento talvez não pudesse entender a ingratidão dos homens. Ele era uma alma verdadeiramente iluminada, quem sabe um santo, exatamente aquele por quem os habitantes da Terra desde sempre clamaram nas suas preces e agora o repudiavam!
O sangue continuava a correr lá fora. Os gritos de dor e sofrimento aumentavam enquanto que algo maravilhoso simultaneamente ocorria. Ouçamos novamente os velhos registros: “Uma LUZ NO CÉU, que parecia um segundo sol, se aproximava. Na verdade, ela estava guardando a cidade de Aket-Aten, desde cedo, naquele fatídico dia. Seu brilho aumentava na medida em que se avizinhava do palácio real. Os saqueadores, atemorizados, ficaram estáticos, brandindo as suas armas manchadas pelo sangue. E o faraó, profundamente entristecido, entregou-se a um poder imenso e desconhecido!”.
Esse fatídico dia, precisamente 24 de julho de 1350 A.C. é talvez um dos grandes mistérios da Arqueologia, pois o suposto corpo mumificado do grande faraó foi intensamente procurado porém jamais encontrado. Aliás, não poderia mesmo. Uma outra inscrição muito antiga nos diz precisamente isso: “Nosso faraó Akhenaton foi a voz escolhida de Áton, pois o próprio Deus-Único, COMO UM DISCO FLAMEJANTE, SE APROXIMOU DA TERRA e o levou, como se fosse um redemoinho de vento, sem voz. E ele foi ELEVADO, porque houve sublimes mãos que, de fato, o ELEVARAM”.
Um disco flamejante, como um redemoinho de vento e além de tudo silencioso. Que descrição mais perfeita para a movimentação de um OVNI! Por oportuno, devemos lembrar que o faraó Akhenaton, de acordo com as poucas estátuas e murais que sobreviveram à fúria dos revoltosos, já que a Cidade do Horizonte foi destruída até a última pedra, nos mostram uma figura muito divergente dos padrões terrestres!
Dotado de conformação andrógina, o seu corpo era “disforme”, de acordo com os nossos padrões. Ancas muito largas, cabeça exageradamente grande e comprida, e certas outras peculiaridades levaram muitos estudiosos a considerá-lo “epiléptico”, ou talvez doente. Mas, acrescentamos, se foi doença terá sido a maior e mais sublime de todas as que tocaram a face deste planeta!
De fato, a religião Cósmica do Deus Universal, assim como preconizada por Akhenaton, era por demais adiantada para o seu tempo, como ainda hoje estaria milhares de anos à nossa própria frente. Lamentavelmente temos visto que as armas e os interesses escusos sempre tiveram a força suficiente para fazer um povo aceitar qualquer fé e qualquer governo, por mais absurdos e temerários que possam ser. No seu tempo, o imortal faraó detinha o poder temporal do império mais rico e também dos exércitos mais fortes e temidos da antigüidade. Em nenhum momento, porém, deles se utilizou para propagar ou mesmo impor a sua doutrina. Poderia, através de um simples gesto e da sua vontade real, ter se utilizado também do sangue e da violência para castigar e reprimir os seus opositores, ou mesmo aqueles que recusavam os seus ensinamentos. Mas não foi assim!
Ao contrário, deixou-nos a sua última mensagem: “O Reino do Eterno não pode ser colocado dentro dos limites terrestres. O medo, o ódio e a injustiça voltarão a reinar e os homens sofrerão realmente. Seria melhor não ter vindo para que visse todo o mal que há sobre a Terra. Os exércitos podem destruir os Templos de Deus, pedra por pedra. Os sacerdotes podem apagar o Nome Dele de todos os monumentos. Mas para destruir Deus, terão que arrancar todas as estrelas do céu e até mesmo o próprio céu para destruir seu Verbo”.
Assim, com a partida dos grandes sábios atlantes, pela primeira vez a Sagrada Luz se extinguiu na Terra. A ascensão de Akhenaton foi a segunda. E, pela terceira, o mundo novamente entrou em trevas quando perdemos aquele que foi o maior de todos os mestres.
- Ó Criador de toda vida, que Apareces na Perfeição da Tua beleza, quão múltiplas são as Tuas obras, Ó Deus Único, Senhor de Toda a Eternidade! Do Teu espírito emanam todas as criaturas. Só o Teu amor, a Tua verdade e a Tua bondade governam todas as coisas. Na natureza estão os Teus pensamentos, pois Tu estás na folha da grama, no grão de areia, no raio de luz que flutua no céu, assim como no Todo sem fronteiras!
- Ó Tu que vive eternamente: aspiro novamente o doce aroma que vem da tua boca; dia após dia o meu coração contempla a Tua beleza. Tenho desejos incontidos de novamente ouvir a Tua meiga voz e necessito, com todas as forças do meu ser, que meus passos sejam guiados pela beleza da Tua Imorredoura Luz!
- Ó Tu que planas acima de todos os firmamentos: dá-me as Tuas Mãos que sustentam o Teu Espírito. Que eu possa recebê-lo e viver somente por intermédio Dele; lembrar Teu Nome, por toda a eternidade, pois Ele não perecerá jamais!
(Prece de Akhenaton, ao Deus Universal)
Akhenaton02Acima, busto de Akhenaton, faraó da XVIII Dinastia Egípcia, consideradoc como a primeira personalidade da nossa História, ao lançar para a humanidade as primeiras bases do Monoteísmo.

*Sérgio Russo é escritor brasileiro, nascido e residente na cidade do Rio de Janeiro, pesquisador há mais de 35 anos do gênero REALISMO FANTÁSTICO e autor de 10 livros versando sobre tão apaixonante tema.


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