5 de fev de 2011

Grupo de cientistas e militares pede aos EUA que reabram pesquisa sobre ovnis


Investigação oficial americana sobre o assunto foi encerrada em 1969. Grupo diz que objetos podem ser naves extraterrestres.


Um grupo de 14 cientistas, pilotos, militares e funcionários governamentais de sete países pediu nesta segunda-feira (12) aos Estados Unidos que reabram a investigação oficial sobre os ovnis encerrada em 1969.

"Queremos que o Governo dos EUA deixe de publicar histórias que perpetuam o mito de que todos os objetos voadores não identificados (ovnis) podem ser explicados em termos convencionais", assinalou em entrevista coletiva Fife Symington, ex-governador do Arizona.

Os Estados Unidos interromperam em 1969 o projeto conhecido como "Blue Book", que teve início na Força Aérea em 1952, para investigar os ovnis, por causa das críticas do Congresso sobre o rigor e a validade destas investigações.

Os especialistas que participaram da entrevista coletiva criticaram a falta de liderança dos EUA no terreno dos ovnis, assim como o sigilo governamental sobre o tema.

Todos eles afirmam ter experiências com ovnis e alguns, como o comandante e piloto aposentado da Força Aérea peruana Óscar Alfonso Santa María, diz ter "calafrios" ao pensar no assunto.

Santa María lembrou como, na manhã de 11 abril de 1980, 1.800 soldados em formação na base aérea de La Joya (Arequipa) viram um objeto imóvel no ar "similar a um globo".

"Meu comandante me deu a ordem de decolar em um jato Sukhoi-22 para disparar contra o objeto esférico, pois estava em espaço proibido, e temíamos espionagem", disse o ex-militar. "Me aproximei e lhe disparei 64 obuses de 30 milímetros (...) alguns lhe atingiram, mas sem causar nenhum estrago", indicou Santa María.
"Não tinha motores, nem canos de escape, nem janelas, nem asas ou antenas. Não possuía nenhum dos sistemas típicos de um avião, e não tinha nenhum sistema visível de propulsão", disse Santa María, que se viu forçado a fazer uma aterrissagem de emergência após ficar sem combustível. "Ainda sinto calafrios quando acordo", disse o piloto.

Jean-Charles Duboc, capitão aposentado da Air France, relatou, por sua parte, como em 28 de janeiro de 1994, em um vôo diurno de Londres (Reino Unido) a Nice (França), ele e sua tripulação avistaram um ovni próximo a Paris.

Era um objeto alongado, de cor marrom avermelhada, de cerca de 300 metros de largura, que parecia fazer parte de um campo magnético.

"O mais incrível é que se tornou transparente e desapareceu em 10 ou 20 segundos", explicou Duboc, que disse que o fenômeno permanece "sem explicação".

Ray Bowyer, um piloto da Aurigny Air Services, uma companhia aérea das ilhas do Canal da Mancha, lamentou que nos Estados Unidos o fenômeno não seja tratado com a mesma transparência que no Reino Unido.

Bowyer disse que em abril comunicou de forma imediata às autoridades a presença de vários objetos estranhos sobre o Canal da Mancha.

"Não é uma opção; as tripulações têm a obrigação de reagir dessa maneira", indicou o piloto, que destacou que a situação é bem diferente da vivida há um ano pelos funcionários do aeroporto internacional de Chicago (EUA), que observaram um objeto estranho sobre o terminal.

"As testemunhas tiveram medo de falar sobre o que viram, por temerem perder o trabalho, e a Agência Federal de Aviação (FAA) lhes disse que o que tinham visto era simplesmente produto da meteorologia", apontou Bowyer.

Perante problemas como estes, o astrônomo francês Jean-Claude Ribes considerou necessário superar os preconceitos.

"Raros fenômenos atmosféricos podem explicar alguns casos, mas outros sugerem que se trata de máquinas voadoras com características que superam nossas capacidades terrestres", afirmou o especialista francês.

"Caso se pudesse comprovar que esse é o caso, a hipótese extraterrestre seria a mais plausível para essas naves avançadas. É uma possibilidade fantástica, mas não irracional, tendo em vista os dados existentes", acrescentou.