20 de fev de 2011

CIVILIZAÇOES ANTIGAS: NAZCAS

"As Famosas Linhas de Nazca."
Nazca está localizada a 450 km ao sul de Lima no Peru. É uma pequena cidade de 30.000 habitantes. É conhecida no mundo pelas famosas linhas de Nazca, que forma uma série de desenhos gigantescos que são vistos somente de um pequeno avião que faz um vôo sobre as linhas. Nazca ainda corre atrás da destruição causada por um forte terremoto em 1996, que acabou com boa parte da cidade.
Talvez a maior atração turística do Peru depois de Machu Picchu. As Linhas de Nazca, situadas nos arredores da rodovia Panamericana, a aproximadamente 22 Km ao norte da cidade, constituem um conjunto de vários desenhos e formas geométricas, feitas a partir da remoção das pedras escuras que cobriam o deserto e expondo a superfície mais clara do solo em forma de linhas. É possível ver claramente triângulos perfeitos, formas humanas e imagens de animais como pássaros, cachorro, lagarto e até macaco (o que surpreende, já que não existem macacos nesta região).
"Do chão, quase nenhuma linha pode ser vista."
A cidade em si tem poucas atrações; apenas um museu, um planetário e boas palestras sobre as Linhas de Nazca, oferecidas por uma de suas maiores estudiosas. Durante o dia, os turistas se dividem entre três destinos principais: as Linhas, geralmente pela manhã, quando a visibilidade é melhor; o cemitério de Chauchilia, onde múmias podem ser vistas a céu aberto na região onde foram encontradas, e os centenários aquedutos, construídos por povos pré-colombianos e ainda em perfeito funcionamento.
As linhas de Nazca são geóglifos e linhas direitas no deserto Peruviano. Foram feitas pelo povo Nazca, entre 200 a.C. e 600 d.C. ao longo de rios que desciam dos Andes. O deserto estende-se por mais de 1.400 milhas ao longo do Oceano Pacifico. A área de Nazca onde se encontram os desenhos é conhecida pelo nome de Pampa Colorada. Tem 15 milhas de largura e corre ao longo de 37 milhas paralela aos Andes e ao mar. As pedras vermelho escuras e o solo foram limpas, expondo o subsolo mais claro, criando as "linhas". Não existe areia neste deserto. Do ar, as "linhas" incluem não só linhas e formas geométricas, mas também representações de animais e plantas estilizadas. Algumas, incluindo imagens de humanos, estendem-se pelas colinas nos limites do deserto.
Maria Reiche, uma famosa matemática alemã, falecida em 1998 com 95 anos de idade, residiu longo tempo em Nazca, tornando-se a pesquisadora que mais estudou tais linhas.
"Cemitério de Chauchilla"
Existem muitas outras teorias, dentre os quais a de Erich von Daniken que as relaciona com os extras terrestres. A teoria extra terrestre é proposta principalmente por aqueles que consideram difícil de acreditar que uma raça de "indios primitivos" poderia ter a inteligência de conceber tal projetos, muito menos a tecnologia para transformar o conceito em realidade. As evidências apontam em sentido contrário. Os Aztecas, os Toltecs, os Incas, os Maias, etc., são prova bastante que os Nazca não necessitaram de ajuda extra terrestre para criar a sua galeria de arte no deserto.
As linhas podem ser vistas com maior precisão a partir de um vôo de um pequeno avião (3 passageiros por vez), a partir do aeroporto de Nazca. Tem muitos aviões similares e não precisa se preocupar quanto a possibilidade de faltar ingresso. No vôo de 30 minutos o piloto mostra os 13 desenhos gigantes, tanto para os passageiros da direita como da esquerda.
"Cadê a água?"





Cemitério de Chauchilia - A 30 km de Nazca fica o Cemitério de Chaullita, onde pode-se observar as tumbas, esqueletos e múmias do período 100aC a 1300dC.A poucos anos atrás as múmias eram vistas na superfície, mas agora elas foram colocadas em 12 tumbas. A cultura nazca, é uma das mais antigas civilizações americanas a dominar técnicas avançadas de mumificação. Devido ao clima seco do deserto, os corpos ali enterrados permaneceram intocados até o início deste século, quando o local foi invadido por huaqueros (saqueadores), que se especializaram em vender peças retiradas das tumbas para colecionadores e museus europeus e norte-americanos sem a burocracia exigida pelo governo peruano. Durante anos, o cemitério de Chauchilia permaneceu vulnerável a esses roubos, tendo perdido toda sua riqueza material, já que muitos corpos eram enterrados com significativas quantias de ouro e pedras preciosas. Muitas múmias, esqueletos, crânios e ossos, no entanto, continuam lá e hoje tornaram-se uma das principais atrações turísticas da região. Um passeio no mínimo curioso e que vale a pena ser feito. Normalmente um tour de meio dia custa cerca de US$5, quando não integrado às Linhas.
Aquedutos de Cantallo Construído  - entre 300 a.C e 700 d.C, os aquedutos testemunham o grau de desenvolvimento das antigas civilizações que habitavam a região - uma das mais secas do mundo. Ainda em funcionamento, são responsáveis pela irrigação, levando a água de lagunas das montanhas aos campos das redondezas. As ventarias construídas em pedra e de forma aspiral são bastante interessantes, e você pode não apenas ver, como também entrar e percorrer pela água.
Antonini Museum  0 museu encontra-se no Centro de Cultura Italiana, a 5 quadras da Plaza de Armas, que é onde a sua avenida começa. Inaugurado em julho de 1999, possui uma boa coleção de peças que traçam a história das culturas que habitavam a região, com destaque para uma múmia da civilização nazca e um aqueduto original nos fundos do terreno. Há um serviço de guia incluído na entrada. Merece uma visita.
"O deserto preserva as múmias ao ar livre."
Palestras de Viktoria Nikitzki - Desde os anos 40, a matemática alemã Maria Reich desenvolveu uma série de estudos a respeito das Linhas de Nazca, elaborando uma teoria plausível sobre sua construção e suas funções. Seu trabalho teve repercussão mundial e representa hoje uma das teorias mais concretas e assimiladas sobre as linhas, porém não definitivas. A estudiosa austríaca Viktoria Nikitzki acompanhou os últimos anos da vida de Maria Reich, e após sua morte, em 1998, deu seqüência ao seu trabalho, desenvolvendo também novas teorias. 0 resultado de seus estudos pode ser apreciado em palestras diárias que acontecem em uma sala de sua casa, onde ela mantém uma grande maquete das Linhas. Um número mínimo de 7 pessoas é necessário para que as apresentações ocorram. Se você está só entre brasileiros, a austríaca ficará feliz em falar português, já que viveu um tempo no Rio de Janeiro. Um ótimo programa para fazer uma noite antes (ou depois) de sobrevoar as Linhas.