25 de nov de 2010

A Veracidade dos Relatos OVNI

Devemos acreditar nas pessoas que dizem terem sido testemunhas ou até mesmo abduzidas por OVNIs (lembrando aqui que OVNI significa Objeto Voador Não-Identificado)? Devemos crer que estas pessoas dizem a verdade, ou devemos partir do princípio que todos, ou pelo menos a maioria dos relatos são fantasiosos, advindos da imaginação ou vontade de aparecer na mídia?
       A cada ano o número de avistamentos se multiplica, sendo que em alguns casos, pessoas de cidades vizinhas também presenciam os mesmos fatos (OVNIs sobrevoando áreas a certa altura, dependendo das condições climáticas podem ser vistos a muitos quilômetros de distância).
       Como devem ser encarados estes avistamentos? Partir do pressuposto de que são todos falsos e então investigar ou assumir que são todos reais?
       Em Direito, a declaração de um cidadão, tem por si só, suficiente peso e seriedade para que os tribunais a considerem como “provas testemunhais”.
       Se é assim, por que quando uma testemunha afirma ter visto um OVNI, suas palavras não possuem o mesmo peso para a Justiça? Por que as pessoas que tem a coragem de vir a público contar o que viram, chegam a ser ridicularizadas? Quantas pessoas são condenadas ou absolvidas com base no testemunho de segundos ou terceiros?
       Com base em que, as pessoas repudiam os OVINIs e todas as pessoas que acreditam neles? Quais os dados que comprovam a não existência dos OVNIs e de seres extraterrestres? De fato, se procurarmos tais fatos, jamais os encontraremos, enquanto que se procurarmos o contrário, nossa história está repleta de fatos e provas de que estes seres estiveram e ainda estão entre nós. Não é por que você não os viu que eles não existam. Se partíssemos deste ponto, chegaríamos à conclusão de que Deus não existe pois nunca ninguém O viu realmente, nem foi provada a Sua existência…
       Há um princípio que diz que a falta de provas não significa que elas não existam.
        No entanto, a avaliação criteriosa deve ser aplicada em todos os casos. Não é porque uma pessoa que sentou ao meu lado no ônibus e me disse que viu a Nossa Senhora na casa dele, que eu vou acreditar. Mas também, em hipótese alguma irei repudiá-lo, ou dizer algum desagrado à ele. Se o assunto me interessar o suficiente para que eu me manifeste sobre ele (seja de forma positiva ou negativa), então antes de mais nada, devo coletar o mínimo de informações sobre tal. Infelizmente não é o que acontece na maioria dos casos. Há também muita gente fantasiosa, ou querendo chamar a atenção. Ou ainda as pessoas com o que eu costumo chamar de "Síndrome do Fox Moulder (Arquivo X)" - ou seja, "quer muito acreditar", - e pode ter visto balão de festa na janela - ainda assim vai acreditar e jurar com todas as forças que viu um OVNI, e ninguém vai convencê-lo do contrário.
        Resumindo, é muito difícil afirmar em uma primeira avaliação se um relato é ou nao fantasioso. Mais difícil ainda, afirmar se é ou não falso. O que eu aprendi com a experiência é que, se não temos conhecimento sobre um determinado assunto, não devemos nos meter, e muito menos julgar, principalmente se for para falar mal. A nossa história está cheia de exemplos disso...