22 de jan de 2013

O caso Navegantes


No dia 02 de julho de 1974, na praia de Navegantes, litoral catarinense, ocorreu um fato que até hoje é comentado por moradores da região. Por volta de 15:30h., pescadores da localidade encontravam-se na praia pescando, quando avistaram um objeto voador de aparência discoidal, que não apresentava asas, luzes ou qualquer tipo de ruído, deslocando-se a grande velocidade e caindo no mar a aproximadamente 100 metros da costa.
Preocupados com o “acidente” e calculando que alguém se encontrava a bordo e em perigo, dirigiram-se a região o mais rápido possível na esperança de resgatarem sobreviventes. Um dos pescadores que foi ao resgate é o Sr. Ubelino Severino que afirmou que ao chegar lá, encontrou apenas uma leve espuma na superfície. Outros pescadores aproximaram-se, mas também nada encontraram. O pescador José Custódio ex-marinheiro, que sabia nadar, não teve coragem de mergulhar para observar melhor, pois as águas da região estavam muito turvas o que dificultava a visão de um mergulhador sem equipamento adequado.
O que mais intrigou os pescadores foi o fato de que, se fosse um acidente de avião, o Aeroporto de Itajaí que fica a aproximadamente 1km. do local, deveria ter enviado socorro imediato, o que não ocorreu.
Em pouco tempo a notícia se espalhou e o incidente foi noticiado em jornais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A praia foi invadida por fotógrafos, jornalistas e curiosos, obrigando o delegado da região a rapidamente investigar o ocorrido. A conclusão a que chegou era a de que o relato das testemunhas era autêntico, pois todos os detalhes batiam.
A Capitania dos Portos de Itajaí, investigou “in loco” o incidente e não se pronunciou sobre o evento.
Nessa época os moradores da praia, acreditavam que o objeto que caiu no mar tratava-se de algum artefato secreto de origem americana ou russa.
Nos dias 13 e 14 de novembro de 1982, estivemos junto a várias testemunhas e recolhemos uma série de informações pertinentes ao caso. Ficamos sabendo de maiores detalhes referente ao envolvimento da Capitania dos Portos na região do “acidente”.
Os membros da Capitania foram guiados ao ponto exato da queda indicados pelo pescador Ubelino Severino. Um mergulhador da marinha submergiu na região para investigar melhor a situação na tentativa de tentar localizar o objeto. Ao retornar a tona afirmou que nada havia encontrado, mas ao subir ao tombadilho teve uma conversa “particular” com alguns oficiais de bordo, retornando a mergulhar naquela região, desta vez munido de uma corda presa em uma das extremidades por uma bóia sinalizadora.
O comandante pediu a Ubelino que se alguém tentasse pegar a bóia ou mergulha-se naquele local, deveria comunicá-lo imediatamente.
Retornando a sua residência Ubelino ficou observando a bóia até algumas horas da noite, quando cansou e resolveu ir dormir, pois tinha que acordar cedo para pescar. Na manhã seguinte observou que a bóia não se encontrava mais lá e lembrando que o oficial lhe pediu para avisá-lo telefonou à Capitania, mas não deram maior importância ao fato.
O Sr. Ubelino nos chamou a atenção para o fato de que deveria existir “algo” debaixo d’água, pois achou estranho terem colocado uma bóia sinalizadora e não terem reclamado o “desaparecimento” da mesma. Também achou estranho a conversa particular que o mergulhador teve com os oficiais e o fato de ter amarrado “algo” no fundo do mar, uma vez que Ubelino junto com seus amigos, sempre realiza pesca de arrasto naquela região, o que confirma que não existem pedras ou galhos naquele lugar. Existe apenas areia, e na areia não se pode amarrar uma corda!
Durante duas semanas não foi possível realizar pesca artesanal no local pois os peixes desapareceram misteriosamente. Pescadores da região tiveram que entrar mar adentro para não ficarem sem seu sustento.

Observação: Durante vários anos estiveram no local vários pesquisadores, inclusive dois oficiais do Exército de Florianópolis, capital de Santa Catarina, que entrevistaram os pescadores e moradores da praia.
Também estiveram pesquisando na região dois escoteiros de Lages, Marcelino Edmundo Claudino e Belizário Rogério de Souza. Eles entrevistaram o pescador Humberto Generoso, que os informou erradamente sobre a data do caso. Os escoteiros comunicaram o incidente para a S.B.E.D.V. (Sociedade Brasileira de Estudos dos Discos Voadores) do Rio de Janeiro, como tendo ocorrido na data de 13 e setembro de 1975, quando o correto seria 02 de junho de 1974, confirmado por nós através de vários depoimentos. Hoje Marcelino Edmundo Claudino trabalha no jornal local ??? da cidade de Lages.
É possível que o Sr. Humberto, tenha se equivocado ou confundido a data a um caso de O.V.N.I., ocorrido anos depois, já que temos notícias de outros avistamentos na região. Daí surge uma suposição que naquela região poderia existir uma base submarina ou zona de interesse de O.V.N.Is.
Após a investigação efetuada pela Capitania dos Portos de Itajaí, vários mergulhadores civis de Camburiú (SC) e de Curitiba (PR), exploraram a área, mas nada foi encontrado.
Encontrei uma velha placa da Aeronáutica, na estrada que permite acesso para Blumenau. Nela constava alguma coisa relacionado a pesquisas e acesso proibido. Segundo informes não oficiais, ali existem anomalias magnéticas no campo terrestre e esse seria o principal interesse da presença da Aeronáutica naquela localidade. Falhas magnéticas que não permitiriam aos OVNIs que se utilizam os corredores magnéticos – caso essa hipótese seja verdadeira – locomoverem-se normalmente. Existiria naquela região uma falha magnética que provoca a queda dos OVNIs.
O Sr. José Custódio mencionou em seu depoimento um caso que ocorreu quando pescava com uns amigos. Eles avistaram um cano como um periscópio preto saindo d’água, que percorreu alguns metros, descendo em seguida.

Em 1984, também tive a oportunidade de entrevistar o Sr. João Manuel Barreto e alguns familiares que foram testemunhas de um segundo incidente na região de Gravatá – exatamente uma semana após o primeiro incidente –, praia vizinha à Navegantes onde teria ocorrido a primeira queda.
Em 09 de julho de 1974, o Sr. Barreto, sua esposa, seus vizinhos e sua sobrinha esperavam um carregamento que havia sido comprado naquele mesmo dia. Tratava-se de uma cama de campanha que seus vizinhos (hóspedes) utilizariam ainda àquela noite. Todos assistiam televisão, quando a Sra. Olinda resolveu dar uma “olhade-la” na noite, para observar as estrelas e aguardar a encomenda do lado de fora, pois se encontrava um pouco apreensiva. A Sra. Olinda notou que existia uma forte  luz nas montanhas que vinha em sua direção. O objeto pairou por sobre a casa e a Sra. Olinda observou que produzia um zumbido (gim-gim-gim). O objeto apresentava dois pratos emborcados com uma pequena cúpula superior, que apresentava uma janela onde podia-se ver em seu interior dois vultos aparentemente humanos que se moviam em seu interior. Também podia ser observado uma pequena antena na parte superior da cúpula.
Enquanto isso dentro da residência, começaram a ocorrer estranhos fenômenos. a televisão que estava ligada começou a apresentar chuviscos intensos e as lâmpadas começaram a estralar diminuindo a intensidade até a total queda de energia. Esses fenômenos são mais conhecidos como E.M. ou fenômeno eletromagnético, vindo mais uma vez a apoiar a tese de pesquisadores franceses sobre os O.V.N.Is., que possuem uma espécie de propulsão relacionada às Ondas Eletromagnéticas.
A Sra. Olinda chamou a todos para que fossem para fora onde puderam presenciar o O.V.N.I. que aparentemente era fosforescente, com janelas quadradas e coloridas que ao aumentarem a velocidade rotativa fundiam-se em fruta cor, até tornarem-se avermelhadas. Durante cinco minutos o objeto permaneceu em cima da casa, quando retomou seu movimento tomando a direção do mar, exatamente sobre o local da primeira queda. Chegando ao lugar, parou e emergiu lentamente sob às águas noturnas.
As testemunhas não dormiram o resto da noite, ficando acordadas comentando o fato, pois nunca haviam visto nada parecido. às 10:00h. da manhã a praia fervia de repórteres e curiosos querendo saber o que havia ocorrido naquela noite, realizando matérias com outras testemunhas que desenhavam o objeto observado nas areias da praia.
Segundo o Sr. Barreto, uma semana antes, dois pescadores da região mergulharam no local para visualizarem o primeiro objeto que havia caído em plena tarde a uma semana no mesmo local. Descreveram o que haviam visto com muito pavor. Observaram um objeto enfiado na areia soltando borbulhas na água, que segundo os pescadores era muito quente, não permitindo que chegassem muito próximos do local. Alguns dias após o incidente os dois pescadores foram encontrados mortos, próximos a algumas rochas. Segundo as testemunhas os corpos foram encontrados nus e logo foram enterrados devido ao seu estado de decomposição, sem realização de necropsia, pois aparentemente os dois haviam morrido afogados! O mais curioso, é que os dois pescadores que morreram afogados eram os melhores mergulhadores da região e apenas eles haviam se aproximado tanto no dia da queda do referido objeto. No campo da especulação poderíamos supor que, provavelmente o calor emanado do objeto poderia tratar-se de radiação, que com a aproximação incauta dos pescadores ocasionou suas mortes. Quanto ao mergulhador da marinha que também se aproximou do local não tivemos nenhuma confirmação de sua saúde, mesmo por que não o conhecemos. Também podemos supor que nada ocorreu já que quando ele se aproximou conseguiu amarrar a corda, provavelmente na pequena asa que se encontrava na parte traseira do pequeno objeto.
O Sr. Barreto , bem como as outras testemunhas acrescentaram que supostamente o segundo O.V.N.I. teria parado em cima de sua residência de verão, para tentar localizar o exato local da queda do primeiro O.V.N.I., na tentativa de tentar socorre-lo.
Em outras entrevistas realizadas na região descobrimos que já ocorreram e continuam ocorrendo vários avistamentos de O.V.N.Is, até mesmo descendo no local em que os dois objetos aqui citados desceram.

Por: David Muniz